“PENSO, LOGO EXISTO”


Você faz algo que consome sua energia e não faz sentido? Que atitude toma diante desse desgaste?

Quantos “edifícios” você “equilibrou” e foram “demolidos” durante sua jornada? Mas, antes de “edificá-los”, você refletiu sobre essa “construção”?

René Descartes é um pensador, nascido na França, que dedicou boa parte do seu conhecimento a lidar com um dilema: qual o fundamento da existência?

Questionava, onde seria possível assentar um “edifício da ciência e do conhecimento” que, não necessariamente, vá ter que ser submetido, o tempo todo, à demolição?

Descartes expressava que o racionalismo é o uso da razão meditada, que chegará ao conhecimento da verdade, de modo muito mais eficiente do que o uso do experimento.

Logo, não cabe a expressão: “vou pagar pra ver.” Você já fez esse “pagamento”? Quanto te custou?

Descartes vai trazer o racionalismo, ou seja, o uso da razão, como sendo a ferramenta mais precisa para chegar até a verdade, de maneira segura e consistente.

Introduziu a ideia de que para nós chegarmos à verdade, temos primeiro que duvidar de todas as “verdades” que estão à nossa volta e que aprendemos, até acharmos alguma que não seja duvidável.

Isso pode parecer um “jogo de palavras”, mas não é, se você parar um pouquinho para refletir.

Quantas vezes você não “surfou” na “onda” de alguém? Ela te fez bem ou você morreu afogado?

Podemos deduzir que a intenção de Descartes é que você busque a sabedoria, a ciência, o autoconhecimento e construa, a partir deles, sua “edificação” com bases fortes.

É preciso então balançar, chacoalhar os fundamentos que estão aí, “enraizados”, dentro de você, em muitos casos, “copiados”, para encontrar algo que seja mais íntegro.

Em outras palavras, o que realmente você quer para você?

Assim, nascerá uma expectativa que Descartes chamava de “dúvida metódica.” Mas, não é duvidar por duvidar.

É duvidar de modo disciplinado, estruturado, metódico, ou seja, com base em um método onde você possa chegar lá, não tendo mais o que contestar.

Então, Descartes filosofa sobre algo que hoje pode soar como um conceito muito simples, mas pouco utilizado; o pensar. E isso pode gerar dúvidas.

No processo de ir duvidando de todas as coisas: “Será que isso é verdade?” “Será que isso vale a pena?” “Será que isso tem fundamento?” Chegará o momento que não restarão dúvidas.

Por essa razão, você só poderá duvidar do que pensa. Dessa forma, a “dúvida metódica” tem um objetivo: chegar a um conhecimento firme e seguro.

Ainda com dúvida?

Descartes criou uma expressão que poderá te ajudar: “Penso, logo existo.”

A percepção é de que o fundamento da existência é a sua razão de viver. Ela é a sua garantia! Não é o mundo que garante que você existe.

É o que está aí dentro, nos seus pensamentos, na sua essência, inclusive, nas suas dúvidas legítimas.

O idealizado por Descartes se opõe ao movimento chamado empirismo. Este está relacionado com o encontro da verdade na experiência com o mundo.

O problema é que isso pode levar muito tempo. Tem gente que faz inúmeras graduações esperando uma resposta dos “cursos” e não de si mesmo.

E dessa forma, deixa de se questionar e prefere experimentar por experimentar.

Em contrapartida, o racionalismo que Descartes destaca na frase: “Penso, logo existo”, ajuda-nos a buscarmos as certezas a partir do raciocínio, da meditação e da reflexão.

O cogito cartesiano, que nós conhecemos como: o “penso logo existo”, não tem natureza inversa, isto é, existo, logo penso. Pois há muitas coisas que existem e não pensam.

Quando você faz uma escolha sem pensar, você existirá?

Não restam dúvidas de que, quem pensa, tem a certeza de que sabe da sua existência, simplesmente, porque é capaz de refletir.

Sendo assim, descobrir que existe foi a primeira verdade que Descartes encontrou, porque defendeu a razão, ou seja, esse método de reflexão, como a base para o conhecimento e os sentidos como “analistas” dessa causa.

Portanto, quando a gente não pensa, a dúvida permanece uma incerteza. Por consequência, neste caso, morre a “fonte” da existência.

E agora, o que você pode fazer para “existir”?

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