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COMO VENCER O MEDO?



Você sabe lidar com o medo?

Quem não sabe onde quer chegar certamente tem dificuldade em fazer escolhas. E uma decisão boa é aquela que te permite alcançar o desejável.

Um dos receios da vida é incentivar a liberdade e a responsabilidade de vencer nossos medos.

E observe que a norma que te impõe limites é a mesma que te assegura liberdade. Já imaginou o trânsito sem regras? Isso te geraria medo?

Então constatamos que a vida é pautada pela convivência, logo você acaba sendo influenciado por terceiros.

E diante disso, o medo pode se destacar, pois existe uma preocupação por tomar decisões e ser responsabilizado por isso.

Assim, muitos acabam terceirizando a vida, pois não conseguem decidir o que é melhor para si mesmos.

E sabemos que a coragem é a gestora do medo. No entanto, o medo marca nosso cotidiano, e nos leva a manter os mesmos hábitos e comportamentos.

É como se recebêssemos um choque emotivo, em razão da percepção de perigo ou ameaça que provoca uma série de efeitos no organismo, fazendo com que a defesa seja a fuga.

Você já sentiu o coração bater mais forte, em razão de realizar uma atividade que te transmitia medo?

Ficou com uma respiração rápida, deu diarreia ou ficou imóvel?

Essas reações biológicas são desencadeadas, muitas vezes, por serem fruto da imaginação.

A mente humana faz o medo se tornar mais complexo.

Logo, investigar a pluralidade de sentidos que esse sentimento pode gerar, vai depender do contexto em que ele é abordado.

Você tem medo de quê?

Perguntar pelo sentido de uma palavra traz uma conotação de como ela é usada, ou seja, como são definidas suas regras.

Se você tem medo de cobra e essa sua construção é repassada para as próximas gerações, o que esse sentimento pode virar? Fobia?

O sentido de nossas experiências internas constitui-se a partir de uma linguagem pública, que ganha forma em contextos determinados.

Se as emoções são constituídas de sentimentos, crenças e julgamentos, não podem ser redutíveis a um “psiquismo universal”.

“Meu avô morreu picado por uma cobra. Meu pai tem pavor e eu não posso nem ouvir falar.”

Quem foi picado pela cobra, neste caso?

As emoções consistem em modos de estar consciente com nossas ambições.

Ao invés de serem irracionais, elas são um julgamento básico dos nossos “eus” e seus lugares neste mundo.

Ou seja, como relatado por Erich Fromm, filósofo humanista, sobre o princípio filosófico existencial:

"Nas escolhas da vida, a liberdade humana entre evoluir ou regredir é uma obrigação, uma responsabilidade que ninguém pode se furtar."

Qual é a sua responsabilidade em relação a sua vida?

“Eu até sei, mas o medo me imobiliza!”

Então, o medo vai te paralisar?

A emoção deve combinar racionalidade, sentimento e sensação para produzir pensamentos reflexivos no intuito de mobilizar uma ação e não te paralisar.

Se você trabalhar essa emoção, acaba deixando a inércia e passa a ser mais racional, em razão do novo contexto adquirido.

Portanto, não é a natureza da emoção que importa, mas a emoção gerada por uma visão de mundo particular.

Lembra do exemplo da cobra?

Naquele caso, há uma forte crença estabelecida que pode gerar pânico na geração atual, só de pensar no animal.

A pessoa se imagina controlada por algo que é de ordem “irracional” e que leva a uma passividade à qual não consegue reagir, pois está fora do seu domínio.

E quando a gente não tem domínio de algo, é natural o medo, pois esta é uma reação emocional contendo crenças por trás.

Visto que, segundo a literatura, normalmente, as cobras só atacam um ser humano quando se sentem ameaçadas.

Agora, há uma série de emoções que reconhecemos como medo que também gera uma reação de fuga, precaução, retração e inibição.

Essas emoções dependem de referências para serem identificadas, como: medo de escrever um livro, lançar um curso, escolher uma profissão, mudar de emprego, empreender...

Por esse motivo é importante “reescrever” o que sentimos, no intuito de ajudar a alterar significativamente esse sentimento.

Essa tentativa pode resgatar a reflexão e o autocontrole, e não negar o medo, mas dar a ele um sentido diferente.

Assim, quem observa a emoção enquanto crença emocional, consegue resgatar a sua capacidade de ação.

Uma vez que o sujeito possui um estado afetivo, e ao mudar esses afetos, ele muda a si mesmo, e com essa mudança, seus desejos, necessidades, aspirações e propósitos.

O medo pode até ser difícil de superar, mas não pode servir de desculpa para você não tentar, pois o medo de perder tira a vontade de ganhar.

Até onde vai sua liberdade e responsabilidade diante do medo?

George Bernard Shaw, dramaturgo Irlandês, já dizia: “Liberdade significa responsabilidade. É por isso que muita gente tem medo dela.”

E agora, sabendo disso, o que você vai fazer para vencer seu medo?

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