A TERAPIA

Atualizado: 29 de set. de 2021

Segundo Rezende (2010)¹, a palavra “terapia” vem do grego therapeia, do verbo therapeúo, que significa, prestar cuidados médicos, tratar. O termo foi usado em medicina por Hipócrates e Galeno, que se referiram à terapia médica e cirúrgica para designar os cuidados com os enfermos visando a obter a cura das doenças. Do grego, a palavra passou para o latim e, deste, para as línguas modernas com o sentido abrangente de qualquer meio ou procedimento usado no tratamento dos enfermos, dando origem a compostos como psicoterapia.

A finalidade da terapia e manutenção do foco nas sessões proporciona um encontro com você mesmo. Às vezes parece raro encontrar um par de orelhas disposto simplesmente a ouvir, sobretudo com técnica científica para lhe auxiliar, e é por isso que as sessões com um Psicólogo são um convite para essa ampliação do “ser você”.

E qual é a razão de “ser você”? Sabemos das dificuldades enfrentadas na tentativa da mudança comportamental, especialmente diante de situações em que algo já se manifestou, como sintomas incapacitantes que afastam você da sua essência ou simplesmente das dificuldades em manter o interesse para prevenir desânimos ou desistências. Seja qual for o motivo da terapia, o objetivo é tornar clara a visão deste seu processo e restabelecer seu potencial de desenvolvimento.

Outro dia, numa conversa com um colega de trabalho, ficou mais claro para mim o que é processo. Ele manifestou sua satisfação pelo fato de um paciente estar se transformando numa grande pessoa. Eu respondi, que ele já era uma grande pessoa, só nos últimos anos é que estava escondida. Esse diálogo me fez perceber que muitas das vezes cometemos esse equívoco quase que inadvertidamente. Criamos uma expectativa de mudança aos saltos, mas na realidade a mudança é gradativa, surge com uma pequena alteração do comportamento. E se a partir desta pequena alteração nos mantemos firmes na nova direção, com o tempo teremos dado aquele salto aguardado, mais conscientes de que a soma das partes não é maior que o todo, ou seja, a mudança comportamental não é maior que a nossa essência.

É assim com o processo terapêutico. Ele se inicia no primeiro contato. É a partir dele que reescrevemos o passado e aprendemos a atribuir valor as nossas emoções, com o intuito de flexibilizar ações e estabelecer mudanças. É diante da terapia que muitas das vezes deixamos de imputar ao outro a mudança que se encontra em nós mesmos. Costumo dizer que este é um processo disponível para você “malhar a mente” e atingir um maior grau de autoconhecimento, pois às vezes nossas características mais reluzentes estão encobertas pela nossa própria sombra.

Forte abraço e boa terapia!

¹Rezende, J. M. de. (2010). Terapia, Terapêutica, Tratamento. Revista de Patologia Tropical, Vol. 39 (2): 149-150. abr.-jun.



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