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S.O.S CONEXÃO


Você está conectado?

Ao longo desses últimos anos venho escrevendo sobre diversos assuntos de natureza psicológica e sobre orientação profissional e de carreira.

O intuito é trazer alguns momentos de reflexão para você. O que você tem feito desses conteúdos?

A teoria aqui exposta só ficará viva, se você buscar usufruir do que escrevo, caso contrário, gera só o conhecimento.

E nossa mente é influenciada pelas representações, pelo campo do conhecimento e pelo universo moral e ético, tornando-a profundamente histórica.

O que você aprendeu com seus avós, ainda é colocado em prática?

O sofrimento e a forma de ser feliz possuem uma dinâmica social.

Essa dinâmica dedica-se a estudar o modo como as sociedades caminham através das suas etapas de desenvolvimento.

Elas são influenciadas pelo ambiente social, econômico e político em que ocorrem, e também pelas características psicológicas e sociais dos indivíduos.

Quem te influencia hoje?

Para entender a mente é necessário estudar psicologia, filosofia, sociologia, antropologia…um conjunto das ciências humanas.

Mas do que adianta compreender todo esse conteúdo, se não o aplicar?

Os comportamentos de hoje parecem formas de sofrimento mais afetivos do que a Neurose, mal comum na época de Freud.

Já notou o público da Copa do Mundo pela TV, das famílias nos restaurantes, das pessoas na última ceia de natal? Quantos estavam conectados com aquele momento?

Esses tipos de comportamentos vão contando o que a cultura atual provoca na gente, uma espécie de estado de hipnose.

“Ei, tô falando com você! Deixa as redes sociais para depois.”

Essas novas formas de existir, Freud, Jung, Lacan, Rogers… nunca viram. No entanto, ainda hoje, muitos tentam moldar o ser humano a uma única teoria.

Você acha isso possível?

A maior parte do material psicológico que fala da relação que se tem com a internet, mundo virtual, tende a evidenciar as dinâmicas negativas, isto é, gerar uma dependência.

“Como assim?”

Se você tem filhos e já viajou de carro, certamente ouviu a seguinte frase inúmeras vezes:

“Mãe tá chegando?”

Para que essa pergunta não seja repetida durante todo o percurso, o que você faz?

“Eu entrego logo o telefone para ter paz!”

Esse tipo de comportamento não é o “barato que sai caro”?

Pois a criança ao ser ocupada com essa tela, não aprenderá a esperar e não saberá o que é um vazio ou uma frustração.

E essas coisas são fundamentais para a constituição do sujeito. Assim, não reforçamos o comportamento do “eu quero isso pra ontem.”

“Amor, Fernandinha tá chorando.” “Entrega o celular para ela que passa.”

Agindo assim, em vez de mudarmos esse tipo de comportamento, a gente vai se conformando com isso, na medida em que a realidade é diferente da teoria.

Talvez, seja esse o motivo de muitos não aplicarem o que aprenderam. É mais fácil encontrar outras formas de “mascarar” a dinâmica da vida.

E sob o ponto de vista da dinâmica, o “deixa eu me livrar disso agora”, é muito mais cômodo. Afinal, me traz um “sossego” imediato.

Mas a longo prazo, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a superexposição a aplicativos, jogos e redes sociais pode causar dependência psíquica, ansiedade, lesões visuais, entre outros.

É dessa conexão que o ser humano precisa hoje?

Portanto, o mundo virtual que cabe na sua mão, permite a ilusão de que você tem tudo ao mesmo tempo. Então, não existe vazio, porque sempre tem alguma coisa acontecendo.

“Por falar em vazio, já tá acabando esse texto? Tô perdendo o que acontece nas redes sociais.”

Ok! Vou deixar você voltar a se “conectar”. Mas antes, uma última pergunta:

Se você perder a conexão, quem é que fica sem direção?

Compreende?


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