AS EMOÇÕES NA ESCOLHA DO PAPEL PROFISSIONAL

Atualizado: 29 de set. de 2021

Um dos carros chefes para a conquista do comprometimento da escolha profissional é o ser humano ter espaço para viver suas emoções. Nesse sentido, o conflito entre suas emoções e seus valores está associado ao que ele deseja fazer e o que ele deve fazer para desempenhar essa escolha. Isso quer dizer que as emoções na escolha da profissão têm suma importância, pois são elas as linhas limítrofes entre a existência do estresse normal e o estresse patológico. E o que leva colapso para o organismo e, por conseguinte, as patologias, refere-se ao estresse patológico.

Se o papel do profissional é um espaço que permite a vivência das emoções, estas devem ser vividas de forma adequada. Logo, o que está implícito nesse papel é de que dentro da empresa/instituição você pensa e tem emoções. Quando isso não ocorre, há um conflito que inviabiliza a vida do ser humano, se ele não dispuser de mecanismos que lhe permitam viver suas emoções, isto é, que componham os valores que ele tem e sabe que tem diante do seu papel profissional.

E quando é que se percebe a existência desse conflito das emoções e seus valores? Quando não se consegue viver com intensidade a profissão, estando preso a uma escolha alheia e não própria, levando-o a realizar somente o que é estritamente necessário, sem expressar o que você sente de corpo, mente e alma presente. E dentro desse ambiente profissional, muitas das vezes influenciado por terceiros, acaba pagando-se um preço muito alto pela escolha equivocada, seja pela insatisfação com o trabalho exercido ou apenas acomodado em razão do retorno financeiro, e a partir daí, a pessoa acaba por desenvolver o estresse patológico. E o que se deve fazer para corrigir esse quadro?

Há alguns paradigmas que devem ser relacionados, entre eles: se o ser humano é integral, ele deve ter espaço para viver por inteiro tanto a razão quanto a emoção dentro das suas atividades laborativas. Esse trabalho faz sentido para você? Você identifica as causas dos seus dilemas profissionais? Se preocupa com o que pensa? Estabelece um processo decisório, no sentido de saber lidar com o medo a fim de adotar uma postura corajosa e prudente? Tem um autofeedback? E por último, você consegue compreender suas emoções diante da escolha do seu papel profissional?

Diante dessas questões, o trabalho da escolha profissional ou mudança de profissão é um problema a ser enfrentado, sendo fundamental o foco, desde o início, e um objetivo bem estruturado pelo Orientador/Orientando, levantando quais as situações que desencadeiam o comportamento reativo no papel profissional, como: desperdício de energia, estresse patológico, infelicidade no exercício da profissão. E se essas reações são incontroláveis, se há arrependimento ou culpa em suas atribuições profissionais. A partir desse levantamento, deve se estabelecer como meta nesse papel, uma finalidade marcadamente reflexiva, porque não se trata de um processo demorado o de orientação, mas é imprescindível que o Orientador tenha em mente que esse processo visa mudanças significativas na trajetória de vida do orientando, e ter essa sensibilidade é fundamental, pois uma das questões primordiais é o ajustamento emocional dessa escolha profissional.

A discussão das dificuldades enfrentadas pelo cliente e sua estabilidade emocional para a tomada de decisão, requer prazo determinado para ação. Dessa forma, ele se mantém interessado, fica clara a visão do processo e isso o estimula a analisar suas emoções para que seja menos rígido e mais questionador na escolha deste papel profissional. Em outras palavras, pode-se evitar a angústia e perda de tempo durante a sua atividade de escolha.


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